A Muvek atua com custos industriais, PCP e performance de chão de fábrica em fornecedores da cadeia automotiva que precisam conectar programas, peças, processos, chamadas de entrega, capacidade e execução.
O trabalho se aplica principalmente a indústrias Tier 1 e Tier 2, respeitando os requisitos específicos de cada montadora, sistemista, contrato e programa.
O que torna este setor específico
A cadeia automotiva combina pressão por prazo, estabilidade de processo, rastreabilidade, requisitos de qualidade e variação de demanda transmitida por programações e chamadas de entrega.
JIT e JIS podem fazer parte dessa operação, mas sua aplicação depende do relacionamento com o cliente. Em alguns programas, o desafio é sequenciamento sincronizado. Em outros, é aderência a janelas, embalagens retornáveis, lotes, kanbans, estoque consignado ou rotas logísticas.
A mesma peça também pode percorrer estamparia, usinagem, tratamento térmico, pintura, montagem e operações externas. Custo e prazo precisam acompanhar esse fluxo.
Custos industriais por peça, processo e programa
O custo precisa ser rastreável no nível em que a empresa negocia e decide.
A análise pode envolver matéria-prima e componentes, custo de transformação por processo, ferramentas, dispositivos e moldes, amortização de ferramental quando aplicável, setup e troca de modelo, sucata e retrabalho, inspeção e contenção, fretes extraordinários, operações externas, capacidade dedicada, mix por programa, preço, reajustes e reduções programadas, alterações de engenharia, volumes contratados e volumes efetivos, e margem por peça, família, cliente e programa.
PPM é um indicador de qualidade, não uma parcela de custo. Seu efeito econômico precisa ser traduzido por eventos mensuráveis, como sucata, retrabalho, seleção, devolução, garantia, parada ou frete adicional.
A Muvek estrutura o custo sem confundir indicador de qualidade com critério de apropriação.
PCP, chamadas de entrega e capacidade
O PCP precisa converter programação do cliente em um plano compatível com materiais, capacidade, lotes e sequência interna.
A revisão pode considerar previsões e pedidos firmes, chamadas de curto prazo, janelas congeladas, EDI e outros sinais de demanda já disponíveis, capacidade por recurso, restrições de ferramental, embalagens e contentores, lotes mínimos, kanban, estoques de proteção, sequenciamento, operações terceirizadas, manutenção, prioridades e exceções, e comunicação entre Comercial, Logística, PCP e Produção.
Estoque de segurança não deve ser dimensionado por uma regra única. Variabilidade da demanda, confiabilidade do fornecedor, tempo de reposição, criticidade, contrato e capacidade de reação precisam ser considerados em conjunto.
Chão de fábrica, rastreabilidade e performance
A execução precisa preservar a relação entre ordem, lote, peça, recurso e resultado.
A Muvek pode estruturar apontamento por ordem e operação, rastreabilidade de lote, consumo e devolução, sucata por causa, retrabalho, setup, tempo de ciclo, paradas, quantidade conforme, inspeções, contenções, movimentações, aderência à sequência, gestão diária, e indicadores de entrega e performance.
A rastreabilidade necessária varia conforme produto e requisito do cliente. Nem toda operação exige serialização unitária, mas a empresa precisa conseguir identificar a origem e o percurso no nível aplicável.
Como o Método Muvek é aplicado ao setor
O Método Muvek confronta três dimensões nesse setor.
Programa, estrutura, roteiro, parâmetros, volumes, capacidade, sequência, custos e padrões formam o Planejado. Chamadas recebidas, materiais, produção, tempos, setups, sucata, retrabalho, mudanças de prioridade e expedição compõem o Executado. E o Apurado fecha com custo por peça e programa, estoques, pontualidade, produtividade, margens, perdas e indicadores.
O Método Muvek confronta essas dimensões para identificar onde o contrato, o plano e a execução deixaram de representar a mesma operação.
Sinais de perda de aderência
Essas manifestações da Entropia Operacional aparecem com frequência no setor: margem por programa sem reconciliação com mix e volume, sequenciamento interno desconectado das chamadas do cliente, ferramental sem política clara de custo, sucata e retrabalho agrupados sem causa, fretes extraordinários sem vínculo com a origem do desvio, capacidade dedicada tratada como capacidade genérica, alterações de engenharia sem efeito rastreável em custo e prazo, e estoques de proteção mantidos sem revisão de parâmetros.