Custos · Consultoria de custos industriais
Status: Concluído · Frente relacionada: Performance
Setor: Plásticos & Borracha
Porte: R$ 160 milhões/ano, 350 funcionários · SKUs: 1.100 · ERP: SAP B1 · Horizonte do projeto: 9 meses
Contexto
Uma indústria de transformação plástica com faturamento de R$ 160 milhões por ano encerrava os meses com margem bruta inferior ao orçamento, especialmente nas operações de injeção e sopro.
A diretoria reconhecia o desvio, mas não conseguia separar o efeito de composição de resina, tempo de ciclo, refugo, taxa-hora e absorção. Os desvios mensais entre custo padrão e custo realizado superavam 12%, tratados até então como variação contábil genérica.
O SAP B1 utilizava a ficha técnica e os parâmetros cadastrados. A diferença estava entre o padrão definido e o comportamento efetivo das ordens.
O desafio
A empresa precisava explicar economicamente cada desvio por máquina, produto e ordem de produção, preservando a função analítica do custo padrão e distinguindo-o do realizado.
Estruturas de produto pouco atualizadas, mistura real de materiais diferente da referência, critérios pouco claros para valorização de material recuperado, tempos de ciclo ideais e taxas-hora genéricas dificultavam a análise.
O que encontramos
Leitura do case pelas três dimensões hoje utilizadas no Método Muvek: Planejado, Executado e Apurado.
Planejado. O custo padrão considerava composição de materiais, ciclo e perdas esperadas que precisavam ser tecnicamente revisados, sem confundir padrão com o realizado de cada ordem.
Executado. A fábrica utilizava proporções variáveis de resina virgem e material moído ou reprocessado, operava com ciclos diferentes do padrão e registrava canais, galhos, rebarbas e peças não conformes como perdas de naturezas distintas.
Apurado. O fechamento apresentava desvio de margem, mas não demonstrava com precisão se a causa era material, rendimento, ciclo, refugo, taxa-hora, absorção ou combinação desses fatores.
Como atuamos
Confrontar. Confrontamos ficha técnica e composição efetivamente utilizada, consumo de resina virgem e material recuperado, critérios de valorização, tempo padrão e realizado de ciclo, produção conforme, refugo, horas de máquina, custo por ordem e margem por produto.
Estruturar. Revisamos estruturas de produto, parâmetros técnicos do custo padrão, critérios de valorização do material recuperado, tempos de ciclo, mensuração de perdas, mapa de custos e taxas-hora por centro produtivo e classe de máquina. O custo realizado passou a ser apurado por ordem, com variações separadas por material, rendimento, ciclo, refugo e absorção.
Validar. O modelo foi testado em ordens representativas de injeção e sopro, reconciliando material consumido, material recuperado, produção conforme, refugo, horas, ciclo, custo padrão, custo realizado, preço e margem.
Sustentar. Foram estabelecidas rotinas para revisão técnica do padrão quando a condição de engenharia se altera, monitoramento de ciclos, registro das perdas, atualização das taxas-hora e análise mensal das variações.
Resultados
Visibilidade dos desvios por máquina, produto e ordem de produção.
Os desvios mensais entre custo padrão e custo realizado caíram de mais de 12% para menos de 1,2%, com apontamento em tempo real do ciclo efetivo e do refugo por ordem de produção, permitindo repriorizar a precificação de 42 SKUs que operavam fora do parâmetro.
Recuperação da margem operacional no segmento analisado.
A empresa passou a diferenciar variações de material, rendimento, ciclo, refugo e absorção em vez de consolidá-las em um único desvio de margem.
O que mudou
Ficha técnica, composição de materiais, ciclo, refugo, taxa-hora, padrão e realizado passaram a formar uma leitura comum. O padrão deixou de ser confundido com a execução de cada ordem e passou a funcionar como referência para explicar as variações.
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