Processos · Consultoria de PCP
Status: Concluído · Frente relacionada: Performance
Setor: Plásticos & Borracha
Porte: R$ 110 milhões/ano, parque fabril de 55 injetoras · SKUs: 800 ativos, base de 300 moldes · ERP: TOTVS Protheus · Horizonte do projeto: 7 meses
Contexto
Uma indústria de injeção plástica acumulava atrasos e conflitos recorrentes entre comercial e PCP.
A área comercial observava períodos de ociosidade em algumas injetoras e concluía que havia capacidade disponível. Ao mesmo tempo, pedidos permaneciam atrasados e a produção não conseguia formar uma sequência estável.
A análise mostrou que a leitura de capacidade no TOTVS Protheus considerava essencialmente as injetoras como recurso infinito em relação aos moldes. Moldes e ferramentais compartilhados, indispensáveis à execução das ordens, não estavam incorporados de forma explícita ao planejamento, o que gerava reprogramação diária em cerca de 30% das ordens por conflito de uso de ferramentas no chão de fábrica.
O desafio
A empresa precisava entender por que disponibilidade de máquina não se convertia automaticamente em capacidade de entrega. O planejamento precisava considerar compatibilidade entre máquina e molde, compartilhamento de ferramentais, preparação térmica, trocas de cor, efeitos da sequência e prioridades comerciais concorrentes.
O que encontramos
Leitura do case pelas três dimensões hoje utilizadas no Método Muvek: Planejado, Executado e Apurado.
Planejado. A carga dos recursos era calculada principalmente a partir das injetoras. O ferramental não aparecia com clareza como recurso capaz de restringir determinadas ordens.
Executado. A produção aguardava moldes, alterava sequência e transferia ordens entre máquinas. Tempos de aquecimento, resfriamento, preparação e troca de cor ampliavam o efeito das mudanças.
Apurado. A gestão enxergava máquinas aparentemente ociosas, mas não visualizava a indisponibilidade simultânea do conjunto de recursos necessário para produzir.
Como atuamos
Confrontar. Confrontamos ordens planejadas e executadas, carga das injetoras, disponibilidade de moldes, roteiros, sequências, tempos de preparação e atrasos por família de produto.
Estruturar. Incorporamos moldes e ferramentais compartilhados ao modelo de capacidade como recursos restritivos quando aplicável, conectamos sua disponibilidade à carga das máquinas, revisamos critérios de sequenciamento, tempos de preparação e regras para prioridades comerciais. Trabalho de consultoria de PCP sobre o planejamento de capacidade.
Validar. O modelo foi testado com pedidos e famílias representativas, verificando a viabilidade simultânea dos recursos necessários, a estabilidade da sequência, a duração dos setups e a aderência às datas prometidas.
Sustentar. Foram estabelecidas regras para atualização da disponibilidade dos ferramentais, tratamento de exceções e negociação de prioridades entre comercial, PCP e produção.
Resultados
A reprogramação diária por conflito de moldes caiu de cerca de 30% para menos de 2% das ordens, com o cálculo de carga-máquina passando a considerar a matriz conjunta de injetora e molde, resultando em ganho de 19 pontos percentuais no OTIF de entrega.
Visibilidade das restrições de moldes e ferramentais que antes não apareciam no planejamento.
Redução dos conflitos entre comercial e PCP, que passaram a avaliar pedidos a partir da capacidade efetiva do conjunto produtivo.
A sequência se tornou mais estável e os setups passaram a considerar explicitamente os condicionantes técnicos da injeção.
O que mudou
A empresa deixou de confundir máquina ociosa com capacidade disponível. Máquinas, moldes, tempos de preparação, sequência e datas passaram a compor uma única visão de planejamento.
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