Case

Taxas-hora de áreas limpas revelam diferenças de rentabilidade no portfólio farmacêutico

Centros produtivos segregados e taxas-hora de HVAC, utilidades e filtragem por ambiente.

CustosFarmacêuticaConcluído

Custos · Consultoria de custos industriais
Status: Concluído
Setor: Farmacêutica

Porte: R$ 800 milhões/ano, 1.200 funcionários · SKUs: 310 · ERP: Oracle · Horizonte do projeto: 10 meses

Contexto

Uma indústria farmacêutica com faturamento de R$ 800 milhões por ano e 1.200 funcionários precisava compreender a diferença de rentabilidade entre medicamentos de alto volume e produtos de especialidade fabricados em menor escala e com maior complexidade operacional.

A planta operava Oracle com uma taxa-hora média única para a planta inteira, que não distinguia adequadamente o consumo de ambientes classificados, salas limpas, HVAC, filtragem, utilidades dedicadas e rotinas específicas de manutenção. Produtos de volume e baixa complexidade subsidiavam os custos das áreas limpas e injetáveis, distorcendo a margem de SKUs específicos em mais de 35%.

O desafio

A empresa precisava reconhecer o custo de utilização dos diferentes ambientes produtivos sem comprometer a consistência do custeio por absorção.

Centros de custos excessivamente agregados, taxas-hora pouco diferenciadas, baixa segregação de utilidades e ausência de visão confiável por lote e SKU reduziam a qualidade da análise do portfólio.

O que encontramos

Leitura do case pelas três dimensões hoje utilizadas no Método Muvek: Planejado, Executado e Apurado.

Planejado. Produtos eram precificados a partir de uma estrutura média de custos fabris.

Executado. Famílias distintas ocupavam ambientes, consumiam utilidades e demandavam limpeza e manutenção em intensidades diferentes.

Apurado. O rateio agregado diluía parte dos custos dos ambientes mais complexos entre a planta, reduzindo a precisão da rentabilidade por produto e lote.

Como atuamos

Confrontar. Confrontamos fluxos produtivos, classificação dos ambientes, ocupação das áreas, tempos por lote, consumo de utilidades, custos de HVAC e filtragem, manutenção, critérios de rateio e margens por produto.

Estruturar. Revisamos centros de custos e centros produtivos, segregamos ambientes com características distintas, recalculamos taxas-hora e definimos direcionadores tecnicamente aderentes ao consumo de energia, utilidades, HVAC, filtragem e manutenção. A arquitetura permaneceu compatível com custeio por absorção.

Validar. O modelo foi testado com lotes e famílias representativas, verificando ocupação dos ambientes, consumo dos recursos dedicados, coerência das taxas-hora, absorção dos custos fabris e impacto na rentabilidade apurada.

Sustentar. Foram definidos critérios para atualização das taxas-hora, revisão dos centros, acompanhamento da ocupação e análise periódica do portfólio.

Resultados

Maior visibilidade da rentabilidade apurada entre linhas de alto volume e produtos de especialidade.

Renegociação de contratos em 28% dos SKUs, que operavam com margem negativa oculta pela taxa-hora única, e descontinuação de 12 itens deficitários.

Redirecionamento da atuação comercial para famílias com margens compatíveis com a complexidade industrial.

O que mudou

Ambientes, tempos, utilidades e complexidade produtiva passaram a aparecer explicitamente no custo. A empresa ganhou base técnica para decidir preços, contratos e prioridades do portfólio sem tratar linhas diferentes como se consumissem a mesma estrutura fabril.

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